Série 7 passos para uma vida vitoriosa - Tome a tua cruz, e siga a Jesus! - Lucas 9.23


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E dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome cada dia a sua cruz, e siga-me.
(Lucas 9.23)
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Chegamos enfim ao 4º passo para uma vida vitoriosa, e que texto maravilhoso. Em uma época onde se está na moda ser crente, e também está na moda a falta de compromisso, um texto como esse soa como um sinal de alerta, para que possamos rever que tipo de cristãos nós temos sido. Esse mesmo texto se faz presente nos sinóticos, você o encontra em Mateus 16.24 e Marcos 8.34. Mas de todos eles, o texto escrito por Lucas mostra um detalhe especial, que faz muita diferença. Pois todos sabemos, ou pelo menos já ouvimos falar, de que quem quiser seguir a Jesus, deve tomar a sua própria cruz e seguir a Cristo. Poucos são aqueles que se lembram de que não basta tomar a própria cruz, também é necessário negar a si mesmo. Mas o ponto alto do texto é quando nos lembramos das palavras "dia a dia". Ou seja, isso não é uma atitude única e isolada em nossas vidas. Isso é algo contínuo, uma coisa que se repete do amanhecer ao anoitecer, todos os dias.
Bom, a parte de negar a si mesmo, suas vontades, desejos, paixões, essa é fácil de entender, embora seja difícil de praticar. Mas você sabe qual é a sua cruz? A gente ouve as pessoas falarem por aí: "Fulano é a cruz que eu tenho  que carregar". E muitas vezes são esposos falando de esposas, ou ao contrário, a mulher falando do marido. Ou então pais falando de filhos, filhos falando de pais, ou de algum parente, ou do chefe, do funcionário, e por aí vai. Ou então achamos que nossa cruz são coisas, como objetos, situações, etc. Se eu perguntasse a cada um: Qual é a sua cruz? Eu teria várias respostas. E pra colaborar com o pensamento de cada um, até a cruz de Cristo tinha vários significados para diferentes grupos de pessoas.

- Para os romanos: a Cruz era uma arma!
- Para os judeus: uma vergonha!
- Para os místicos: um objeto sagrado (amuleto)!
- Para o mundo: um símbolo!
- Para a Igreja: um estilo de vida!
- Para Jesus: O palco da sua vitória!

A cruz é o ministério do cristão, e existem 3 formas de carregarmos nossa cruz:

1- Como Simão
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E constrangeram um certo Simão, cireneu, pai de Alexandre e de Rufo, que por ali passava, vindo do campo, a que levasse a cruz. (Marcos 15.21)
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Ao que tudo indica esse Simão não era discípulo de Jesus, não tinha andado ao lado d'Ele durante seu ministério, talvez não conhecesse sua mensagem. A Bíblia diz que ele estava vindo do campo, como um bom judeu, precisava terminar o trabalho antes do pôr do sol daquela sexta-feira. Estava voltando para casa, e viu aquela multidão. Não sabemos se ele passou por ali porque era seu caminho, ou se foi movido por curiosidade. Mas sabemos que ele estava ali, bem próximo a Jesus, e de repente é ele quem está carregando a cruz de Cristo. Mas não se enganem, não foi ele que se ofereceu como um gesto caridoso, mas ele foi obrigado pelos guardas a carregar aquela cruz. Ele estava carregando uma cruz que não queria.
Pois é, tem muita gente fazendo como Simão, carregando uma cruz que não quer, vivendo uma vida que não quer, cantando o que não quer, estando onde não quer, seguindo a Jesus quando não quer, só por obrigação, do pai, mãe, cônjuge, família, amigos, medo do inferno, menos por vontade própria.

2 - Como os ladrões
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E um dos malfeitores que estavam pendurados blasfemava dele, dizendo: Se tu és o Cristo, salva-te a ti mesmo, e a nós.
Respondendo, porém, o outro, repreendia-o, dizendo: Tu nem ainda temes a Deus, estando na mesma condenação? 
E nós, na verdade, com justiça, porque recebemos o que os nossos feitos mereciam; mas este nenhum mal fez. (Lucas 23.39-41)
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Jesus foi crucificado ao lado de dois ladrões, e aqueles homens carregaram suas cruzes por motivos diferentes de Simão e de Jesus. Um daqueles homens tentou zombar de Cristo e o outro interferiu, o fazendo lembrar da diferença que existe entre a crucificação de Cristo e as deles (v.41). Eles estavam ali porque pecaram, cometeram um crime e estavam pagando por ele. Nenhum daqueles dois homens estava carregando sua cruz porque queria, muito menos eram inocentes como Simão, mas sim condenados, que estavam pagando o preço de seus pecados.
Muitos hoje fazem o mesmo, seguem a Jesus por penitência por um passado errado, não o seguem por amor, mas apenas em troca de um perdão, de uma consciência tranquila, que em muitas vezes não dá em nada. Pois o perdão para muitos é como um corretivo líquido, aonde Jesus cobriu um pecado e você agora pode escrever outro por cima, e aí peca novamente.

3 - Como Jesus
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De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus,
Que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus,
Mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens;
E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz.
Por isso, também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu um nome que é sobre todo o nome;
Para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra,
E toda a língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para Glória de Deus Pai. (Filipenses 2.6-11)
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Para Jesus não foi fácil carregar a Cruz, no sentido de ter sido algo que mudou o mundo, a criação, a história e toda a nossa vida. Mas Ele não a carregou por obrigação, nem como consequência de seus pecados. Ele a carregou única e exclusivamente por amor. Amor a Deus e a cada um de nós, amor pela Igreja (a sua Noiva). E é assim que Deus quer que sigamos a Jesus, por amor. Ele quer que você cante por amor, pregue por amor, ore por amor, vá a igreja por amor, viva por amor a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo.

Conclusão:

E você, porque você é Cristão? Porque serve a Deus? Porque vai ao Templo? Porque canta, ora, prega, oferta, entrega o dízimo? Porque? Por mais pesado que pareça seguir a Cristo por amor, fique firme, pois vale a pena. Pois assim como a Cruz foi o palco da vitória de Cristo, a Cruz também será o palco da tua vitória. (Rm 8.37)

(Pr. Julio Cezar da Silva Cindra)

Série 7 passos para uma vida vitoriosa - Fé - Mateus 16.13-20

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E Simão Pedro, respondendo, disse: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo.
E Jesus, respondendo, disse-lhe: Bem aventurado és tu, Simão Barjonas, porque to não revelou a carne e o sangue, mas meu Pai, que está nos céus.
Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela;
E eu te darei as chaves do reino dos céus; e tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus.
Então mandou aos seus discípulos que a ninguém dissessem que ele era Jesus o Cristo.
(Mateus 16.13-20)
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Quero antes de tudo pedir perdão pela demora em postar os estudos restantes. Tem sido um ano muito agitado. Mas aqui estamos nós novamente para dar continuidade aos estudos da Série: 7 passos para uma vida vitoriosa. E não perca a conta, estamos no passo 3.
Já que estamos falando sobre passos que nos levam a uma vida vitoriosa, e já falamos sobre: Abandonar a murmuração e Santidade. Chega o momento de falarmos sobre: Fé. Nós aprendemos com o autor da carta de Hebreus, lá no capítulo 11, verso 1, que: "a fé é o firma fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que não se vêem". A fé é algo fundamental para quem procura alcançar o favor de Deus em sua vida, e na mesma carta de Hebreus aprendemos que: "Sem fé, é impossível agradar a Deus" (v.6). Ou seja, é impossível falarmos sobre vitória sem falarmos sobre fé. O texto que separei para lermos, nos fala sobre a confissão de fé de Pedro. Pedro bem sabia onde sua fé estava fundamentada. E você? Onde está colocando sua fé? Vamos aprender com Pedro, como a fé bem fundamentada nos faz vencer o inimigo.

1 - A fé de Pedro

Jesus surpreende seus discípulos com duas perguntas. Primeiro Ele pergunta quem as pessoas dizem que Ele é, e os discípulos respondem o que eles ouviam pelas ruas: que uns diziam que Cristo era João Batista, outros diziam que era Elias, e outros ainda diziam se tratar de Jeremias, ou algum dos profetas. Então Jesus se vira para os discípulos e lhes pergunta: E vós, quem dizem que eu sou? É como se Jesus dissesse: "Muito bem, isso tudo que vocês falaram é a opinião das outras pessoas, que dizem que eu sou um dos profetas que voltou. Mas e agora, o que vocês dizem? Eu quero ouvir a opinião de vocês" Jesus queria provocar neles a confissão que Pedro manifestou. Jesus queria ver, se depois de andarem juntos, ouvindo suas pregações, vendo os sinais e milagres que Ele fazia, o que os discípulos falariam d'Ele. Se a fé deles já estava firmada, não na figura de um dos profetas, mas na figura de Cristo, do Messias, do Salvador, que estava diante d'Eles: "do Filho do Deus VIVO!" E Pedro é o único dos discípulos que se levanta e declara: Tu és o Cristo! Pedro foi o único com ousadia para se levantar e declarar aquilo que ele acreditava. Pedro manifesta então sua fé, sem medo. Pois o que ele fala sobre Jesus, não é o que ele ouviu falar de Jesus, mas sim o que ele viveu com Jesus.
E você? Quem Jesus é pra você? Você vai dizer o que ouve as outras pessoas dizerem? Pedro não se firmou no que ouvia das outras pessoas a respeito de Jesus, mas sim em sua própria experiência com Jesus. E a sua fé, é baseada naquilo que você ouve os outros falarem a respeito das experiências deles com Deus, ou você tem ousadia para falar não daquilo que você ouve sobre Deus, mas do que você vive com Deus. Quem Jesus é pra você? 

2 - Jesus é a pedra

Este é um ponto muito polêmico. Pois é aqui que a Igreja católica defende a autoridade apostólica de sua igreja, e a autoridade papal de Pedro e a sucessão apostólica de seus papas.Bem, vamos entender o contexto. Primeiro, o nome de Pedro na verdade era Simão. Jesus é quem chama Pedro de Cefas em aramaico, que traduzido para o grego é pedra. Ou seja, Pedro. Mas a pedra não é o homem, mas a sua fé. Cristo diz a Pedro: "Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja." Ou seja, Sobre esta fé que você declarou é que a Igreja deve estar firmada, e qual a fé que Pedro declarou? Jesus Cristo! A pedra não era Pedro, e sim a sua fé. A pedra é Jesus! O próprio Pedro declarou isso em sua carta. 
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E, chegando-vos para ele, pedra viva, reprovada, na verdade, pelos homens, mas para com Deus eleita e preciosa,
Vós também, como pedras vivas, sois edificados casa espiritual e sacerdócio santo, para oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por Jesus Cristo.
Por isso também na Escritura se contém: Eis que ponho em Sião a pedra principal da esquina, eleita e preciosa; e quem nela crer não será confundido.
E assim para vós, os que credes, é preciosa, mas, para os rebeldes, a pedra que os edificadores reprovaram, essa foi a principal da esquina. (1 Pedro 2.4-7)
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Se Jesus é a pedra, é nele que sua fé deve estar firmada! Não em homens, não em objetos, não em coisas, mas em Cristo! Ele é a rocha onde sua fé deve estar firmada.

3 - A Igreja está em Cristo

A declaração final de Jesus é: "e as portas do inferno não prevalecerão contra ela." Contra quem? Contra a Igreja que está edificada sobre a rocha! Que rocha? Pedro? Não! Jesus! Pedro chama Jesus de a pedra angular, pedra de esquina, a que sustenta toda a parede. Todas as outras pedras são sustentadas por esta pedra. Até Pedro, é sustentado por Jesus. A Igreja sem Cristo não vence o inferno. E quem é a Igreja? A Igreja sou eu, a Igreja é você, a Igreja somos nós.
Ou seja, para vencermos o inferno precisamos estar firmados em Cristo. Ele precisa ser a nossa rocha. Pois aquele que está firmado em Cristo pode ter a certeza de que as portas do inferno não prevalecerão contra ti. E a sua fé? Onde está firmada?

4 - A Igreja vence o inferno

É certo de que as portas do inferno não prevalecerão contra a Igreja, que esta firmada em Cristo Jesus. O inimigo sobre o qual queremos a vitória, é Satanás e o seu império das trevas, e não pessoas. Paulo expressa isso muito bem em Efésios 6, onde ele fala também sobre a armadura de Deus. A armadura é uma roupa de guerra, e cada peça dessa armadura é essencial para enfrentarmos uma batalha contra o exército inimigo. Na lista de Efésios 6 esta o escudo da Fé. Que nos faz resistir aos dardos inflamados do maligno. A fé é o que nos mantém de pé nessa batalha contra o mal.
A Igreja vence o inferno. Você é a Igreja. Você vence o inferno. Não na sua força, mas na força de Jesus, pois dua fé em Cristo te leva a lugares mais altos.

Conclusão:

Jesus precisa ser a base, o alicerce da sua vida. E aí irá se cumprir em sua vida a declaração de Jesus sobre a Igreja. As portas do inferno não prevalecerão contra ti.

(Pr. Julio Cezar da Silva Cindra)

Série 7 passos para uma vida vitoriosa - Santidade - Hebreus 12.7-14

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Se suportais a correção, Deus vos trata como filhos; porque, que filho há a quem o pai não corrija?
Mas, se estais sem disciplina, da qual todos são feitos participantes, sois então bastardos, e não filhos.
Além do que, tivemos nossos pais segundo a carne, para nos corrigirem, e nós os reverenciamos; não nos sujeitaremos muito mais ao Pai dos espíritos, para vivermos?
Porque aqueles, na verdade, por um pouco de tempo, nos corrigiam como bem lhes parecia; mas este, para nosso proveito, para sermos participantes da sua santidade.
E, na verdade, toda a correção, ao presente, não parece ser de gozo, senão de tristeza, mas depois produz um fruto pacífico de justiça nos exercitados por ela.
Portanto, tornai a levantar as mãos cansadas, e os joelhos desconjuntados,
E fazei veredas direitas para os vossos pés, para que o que manqueja não se desvie inteiramente, antes seja sarado.
Segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor; 
(Hebreus 12.7-14)
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Quero antes de tudo pedir perdão pela demora em postar os estudos restantes. Pois houve muitos contratempos nesta reta final do ano que se passou. Mas aqui estamos nós novamente para dar continuidade aos estudos da Série: 7 passos para uma vida vitoriosa.
Hoje, vamos abordar algo de extrema importância para que o crente possa alcançar a vitória: a SANTIDADE! Pois se sem santidade é impossível ver a Deus, aquele que nos conduz a vitória, muito menos será possível alcançar a vitória.
Pois para uma vida vitoriosa é necessário intimidade com Deus, um relacionamento profundo com o Pai. E para se ter um relacionamento profundo com um Deus santo, é necessário viver em santidade, e isto não é uma opção, e sim um mandamento, como está em Levíticos 19.2.
A santidade vai nos permitir experimentar algumas coisas que são fruto de um profundo relacionamento com o Pai.

1 - Ver a Deus - (Hb 12.14)
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Segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor; 
(Hebreus 12.14)
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Uma das coisas mais excepcionais que a santidade permite ao crente, é a oportunidade de ver Deus. Sei que muitos imaginam que este texto fala de termos a possibilidade de vermos ao Senhor como Moisés o viu, como Ele é. Sim isso é possível, mas o texto se refere a possibilidade de entrar no paraíso, na casa de Deus, na morada do altíssimo. Pois aqueles que não buscam o caminho da santidade não podem entrar nos céus. Não é a toa que a salvação exige conversão (arrependimento) e santidade. Esse texto é um alerta que para alcançarmos a maior vitória de nossas vidas precisamo cumprir a ordem do Senhor de sermos santos, porque o nosso Deus é Santo. 
Esse texto também nos chama atenção para o nosso modo de viver, pois santidade é um estilo de vida: segui a paz com todos! Existe muita gente por aí que quer ser santo, mas não aprendeu ainda a amar o próximo, tratá-lo com carinho, respeito, educação, e acima de tudo, viver de um modo digno de ser chamado cristão. Pois sabemos que ser santo é ser separado, pois fomos separados por Deus, para viver uma vida para Deus, e o que Deus quer que vivamos é sua palavra e seu amor. 
De todos os mandamentos que Ele deixou, Jesus resumiu muito bem o que é cumprir todos os desígnios de Deus! Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos! (Mt 22.37-39).

2 - Falar Face a Face com Deus - (Êx 33.11)
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E falava o Senhor a Moisés face a face, como qualquer fala com seu amigo; depois tornava-se ao arraial; mas o seu servidor, o jovem Josué, filho de Num, nunca se apartava do meio da tenda. (Êxodo 33.11)
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Uma das maiores dádivas da santidade é o acesso direto ao Pai. Falar face a face com Deus, ter a certeza de que você está ante a presença d'Ele. Isso é magnífico! No Antigo Testamento, ter a oportunidade de interceder ao Senhor de um modo tão direto era restrito ao sacerdotes e principalmente ao Sumo Sacerdote. Mas Jesus Cristo, no concedeu esta honra e oportunidade. 
Fato é que muitas pessoas hoje banalizam esta oportunidade, querem usar Deus apenas como uma pessoa com quem querem desabafar, jogar tudo n'Ele e depois saírem sem escutar o que Ele tem pra dizer, mas o que Moisés tinha com o Senhor era algo especial. Era uma intimidade, um relacionamento, onde havia diálogo, ou seja, onde havia uma conversa, onde Deus falava e Moisés ouvia, e Moisés falava e o Senhor o escutava.
Isso impactou tanto a vida de Moisés que essa intimidade o permitiu ver a Glória do Senhor, ver como Ele é, mesmo que por um instante, por uma fresta em uma rocha, mas foi o suficiente para o marcar e o transformar. E toda vez que Ele estava em intimidade com Deus as pessoas ao seu redor viam a diferença em seu semblante, ele resplandecia.
Seja transformado pela manifestação da Glória de Deus em você, tenha intimidade com Deus. Mas lembre-se, intimidade com um Deus Santo, exige santidade.

3 - Entrar na presença de Deus - (Êx 3.5)
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E disse: Não te chegues para cá; tira os sapatos de teus pés; porque o lugar em que tu estás é terra santa. (Êxodo 3.5)
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Para se entrar em um lugar Santo é necessário ser santo, mas isso é mais do que lógico. Pois se Deus é Santo, o lugar onde Ele habita, ou, o lugar onde Ele está, também se torna Santo, por isso, para entrar na presença de Deus é necessário buscar a santidade. É isso que Ele tenta ensinar a Moisés quando se apresenta na sarça ardente.
No tabernáculo, havia um lugar onde repousava a arca da aliança, o local era chamado de santíssimo lugar, que também é conhecido como o Santo dos Santos. Esse local era reservado, e só o Sumo Sacerdote podia entrar nele, pois um véu fechava a sua entrada. Jesus Cristo rasgou esse véu, e hoje você pode entrar na presença de Deus, basta buscar a santidade em sua vida, viver com Deus, para Deus e como Deus nos ensina.

4 - Andar com Deus - (Gn 5.21-24)
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E viveu Enoque sessenta e cinco anos, e gerou a Matusalém
E andou Enoque com Deus, depois que gerou a Matusalém, trezentos anos, e gerou filhos e filhas.
E foram todos os dias de Enoque trezentos e sessenta e cinco anos.
E andou enoque com Deus; e não apareceu mais, porquanto Deus para si o tomou.
(Gênesis 5.21-24)
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A história de Enoque é uma história fantástica. Mas o que chama atenção é o nível de intimidade com Deus, ao ponto de o escritor bíblico relatar dizendo, que Enoque andava com Deus, ao ponto de Deus não o deixar experimentar a morte, e o tomar para si. Muitas vezes nos achamos tão santos, tão espirituais, mas se formos parar para pensar, será que estamos andando com Deus, lado a lado, todos os momentos de nossa vida. Há um livro que gosto muito e que muito me faz refletir sobre isso: Em seus passos o que faria Jesus? É um livro que conta a história de um homem que lançou este desafio a uma igreja de uma cidadezinha, e onde os membros desta igreja que toparam este desafio de viver em santidade, e de fazer o que Cristo faria se estivesse em nosso lugar, experimentaram uma transformação extraordinária em suas vidas, e em todas as coisas ao seu redor.
Se nada está mudando em nós e em nosso redor, é porque não estamos andando tanto assim com Deus, talvez até caminhemos alguns poucos passos com Ele, mas logo o esquecemos e queremos andar sozinhos novamente. Ande com Deus, viva a santidade.

5 - Sermos participantes de Deus - (Hb 12.10)
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Porque aqueles, na verdade, por um pouco de tempo, nos corrigiam como bem lhes parecia; mas este, para nosso proveito, para sermos participantes da sua santidade. (Hebreus 12.10)
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Porque um pai corrige seu filho? Para educar seu filho, a fim de que aprenda a não cometer mais erros. Porque Deus corrige seus filhos? Para educar seus filhos, a fim de que cresçam e se tornem participantes de sua Santidade. Para que na eternidade tenhamos a oportunidade de estarmos sentados a mesa com o Pai. Sem santidade não há vitória com Deus, nem nesta vida passageira, e muito menos a eternidade que nos espera.

Conclusão:

Um grande passo para uma vida vitoriosa é: Santificai-vos e achegai-vos a Deus, pois nele seremos mais que vencedores.

(Pr. Julio Cezar da Silva Cindra)

Série 7 passos para uma vida vitoriosa - Abandonar a murmuração! - Filipenses 2.14

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Olá povo de Deus. Após um tempo sem postar no blog, voltamos hoje a nos encontrar e com uma surpresa especial para vocês, uma série de estudos bíblicos que estava reunindo com muito trabalho para poder apresentar a vocês. Então começa hoje uma série de 7 estudos bíblicos: 7 Passos para a vitória. Obviamente a Bíblia nos apresenta uma infinidade de princípios para alcançar uma vida vitoriosa, princípios aos quais vou chamar de passos, pois isso nos dará uma ideia de que exige esforço da nossa parte. Mas vamos escolher 7 destes muitos passos para olharmos com mais atenção. Então o nosso encontro está marcado por 7 quintas feiras. Toda quinta mais um passo em direção a vida vitoriosa, até dia 9 de Janeiro de 2014, vamos iniciar um ano novo, com uma vida nova, e uma vida vitoriosa. Vamos juntos nessa jornada. 
E para iniciar os nosso estudos vamos ao primeiro passo para alcançar a vida vitoriosa: Abandonar a Murmuração!
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Fazei todas as coisas sem murmurações nem contendas. (Filipenses 2.14)
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A murmuração está presente na humanidade desde os tempos mais remotos, mas é também uma das maiores pragas que existem na humanidade. Para entendermos o perigo desse negócio chamado "murmuração", vamos entender o que é murmurar. 
Segundo o dicionário murmurar é:
  1. Produzir som surdo e prolongado.
  2. Falar baixinho, de forma inaudível.
  3. Pronunciar em voz baixa.
  4. Contar em segredo.
  5. Criticar.
Antes que você já comece a ficar preocupado achando que está murmurando todas as vezes que está falando baixo, mesmo quando alguém lhe pede para falar baixo, ou quando se está em uma biblioteca, a Enciclopédia Bíblica vai trazer uma definição mais clara do que é de fato murmuração: 
  1. Queixar-se em voz baixa.
  2. Falar mal de alguém, ou de alguma coisa.
Agora sim, esta é a verdadeira murmuração, se não coitados daqueles que precisam falar baixo. Mas a murmuração se caracteriza não apenas pelo tom de voz, mas, sim pelo teor das palavras que são proferidas, independentemente do tom de voz utilizado pela pessoa. Ou seja, a murmuração se caracteriza pelo fato de queixar-se, fazendo murmúrios, sons baixos como o de zumbidos, ou então pelo fato de se falar mal de algo, ou de alguma pessoa. A murmuração tem uma grande característica que não entrou no dicionário, e nem na enciclopédia. A murmuração é covarde, ela nunca é falada diretamente com a pessoa da qual se está queixando, ou então levada a alguém que possa resolver um assunto sobre algo de que se está sendo queixado, a murmuração é perigosa, pois trabalha pelas costas, por de baixo dos panos, incendiando as pessoas, inflamando as multidões, e destruindo muitas coisas que estão em seu caminho. E isso é algo que tem assolado o povo de Deus desde os primórdios da humanidade, pois Caim murmurou contra Abel, os irmãos de José murmuravam contra ele, o povo murmurou contra Deus no deserto, as multidões murmuravam contra Jesus, e ainda hoje muitos crentes estão dentro das igrejas murmurando da igreja, do pastor, do irmão, do vizinho, de Deus. Por isso nós vamos adentrar hoje em uma sequência de episódios envolvendo a murmuração, quando o povo atravessou o deserto para chegar em Canaã, a terra prometida. Então se liga aí meu irmão, cuidado com a murmuração, pois ela pode te fazer deixar de alcançar muitas coisas que estão preparadas para você.
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1º Caso:

"E aproximando-se Faraó, os filhos de Israel levantaram seus olhos, e eis que os egípcios vinham atrás deles, e temeram muito; então os filhos de Israel clamaram ao Senhor.
E disseram a Moisés: Não havia sepulcros no Egito, para nos tirar de lá, para que morramos neste deserto? Por que nos fizeste isto, fazendo-nos sair do Egito?
Não é esta a palavra que te falamos no Egito, dizendo: Deixa-nos, que sirvamos aos egípcios? Pois que melhor nos fora servir aos egípcios, do que morrermos nos deserto." (Êxodo 14.10-12)

Olha o que tinha acabado de acontecer. Deus havia feito milhares de sinais no meio do povo, mandando as pragas, e destroçando um a um dos deuses dos egípcios, e demonstrando ao Povo de Israel que ele era o verdadeiro Deus, o Faraó que era considerado um Deus, estava humilhado pois nada pode fazer diante do poder do Deus de Israel. O povo que sofreu como escravo nas mãos dos egípcios por mais de 400 anos, sendo humilhado, desprezado, surrado, viu a oportunidade de serem livres, e na hora que Faraó mandou abrirem os portões para que o povo fosse embora, não se vê ninguém reclamando, nem murmurando, nem ninguém sequer dizendo que queria ficar, foram todos, jubilosos, como pessoas que estivessem dizendo ainda para os egípcios que antes os afligiam: "viu, viu, sentiu o poder do nosso Deus?!" Mas quando chegaram diante do mar vermelho e olharam para frente e viram água, olharam para trás e vinha o exército do Faraó, com sede de sangue, sede de vingança, eles imediatamente jogaram a toalha, esqueceram de tudo o que Deus havia feito por eles no Egito. 
Quantas vezes nós não estamos fazendo o mesmo, Quando tudo vai bem a gente se sente, tira onda com o capeta, tira onda com todo mundo, não é verdade? Mas quando tudo vai mal aí a gente se esquece do Deus que está ao nosso lado, a gente joga a toalha se desespera, coloca a culpa em Deus, e chega a pensar: "eu estava melhor no mundo, pra que a Igreja?" A resposta de Moisés para o povo continua a ecoar ainda hoje, e se este for o seu caso que ela faça estremecer o seu coração. 

"Moisés, porém, disse ao povo: Não temais; estai quietos, e vede o livramento do Senhor, que hoje vos fará; porque aos egípcios, que hoje vistes, nunca mais os tornareis a ver.
O Senhor pelejará por vós, e vós vos calareis" (Êxodo 14.13-14) 

A resposta de Moisés foi um tapa na incredulidade e covardia daquele povo, pois quando vissem o que Deus iria fazer por eles ficariam atônitos, calados, diante do poder de Deus. Assim será contigo meu irmão, quando as coisas ficarem feias, apenas confie e espere em Deus, pois ele irá contigo na batalha, não abra a boca antes de ver Deus agir.
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2 º Caso:

"Depois fez Moisés partir os israelitas do Mar Vermelho, e saíram ao deserto de Sur; e andaram três dias no deserto, e não acharam água.
Então chegaram a Mara; mas não puderam beber das águas de Mara, porque eram amargas; por isso chamou-se o lugar Mara.
E o povo murmurou contra Moisés, dizendo: Que havemos de beber?"

Interessante observar que ninguém tinha a coragem de chegar pra Deus e questioná-lo, e nem aconselho fazer tal coisa. Mas ninguém se aproximava de Moisés para perguntar, pedir ajuda, ficavam apenas os cochichos de um lado para o outro: O que vamos beber? O povo havia atravessado o Mar Vermelho a pés enxutos, e visto o poderoso exército de Faraó, até então o exército mais poderoso da terra, se afogar no mar.  E agora estavam iniciando uma travessia no meio do deserto, que duraria 40 anos. E logo de inicio, já murmuraram, pois a única fonte de água que encontraram era amarga para se beber, pronto já foi o suficiente para começar o murmúrio. 
A gente passa por uma prova grande na vida da gente, alcança uma vitória que para muitos seria impossível, e logo após nós esbarramos no nosso ego, pois queremos as coisas do nosso jeito, e ao invés de comemorarmos a vitória e agradecer por ela, ficamos reclamando das coisas que não nos agrada, como uma criança que recebe um presente e faz cara de que não gostou. Mas novamente a resposta de Deus é surpreendente e ultrapassa a lógica, com uma árvore lançada nas águas ela se torna doce e boa para o consumo do povo. Novamente Deus cala o povo "reclamão".

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3 º Caso:

"E partindo de Elim, toda a congregação dos filhos de Israel veio ao deserto de Sim, que está entre Elim e Sinai, aos quinze dias do mês segundo, depois de sua saída da terra do Egito.
E toda a congregação dos filhos de Israel murmurou contra Moisés e contra Arão no deserto.
E os filhos de Israel disseram-lhes: Quem dera tivéssemos morrido por mão do Senhor na terra do Egito, quando estávamos sentados junto às panelas de carne, quando comíamos pão até fartar! Porque nos tende trazido a este deserto, para matardes de fome a esta multidão." (Êxodo 16.1-3)

Olha a ousadia do povo, fazendo charminho para com Deus, dizendo que estavam melhor no Egito, e quem dera morressem pela mão do Senhor junto as panelas de carne. Aí se Deus permite um adoecer, já fica implorando, Senhor me cura. O Pr. Claudio Duarte conta uma história de uma mulher que havia acabado de perder o marido e ficava o tempo inteiro do velório dizendo: Ó Senhor porque? Porque meu marido Senhor? Me leva no lugar dele Senhor! Quando chegaram no cemitério a mulher continuava a dizer estas palavras entre choro e soluços, mas na hora da última despedida quando o caixão já tinha sido abaixado a mulher chegou tão próximo que cai lá dentro da cova, e a primeira reação dela foi dizer: Socorro, me tira daqui! Mas ela não queria ir junto? Mentira, era charminho. Tem muito crente de charminho com Deus por aí, mas o interessante é que quem sofre é quem está na liderança, pastores e líderes são os alvos mais frequentes das murmurações. Em Êxodo 17.1-3 acontece a mesma coisa, mas, com água. Ou seja, o povo nunca estava satisfeito. Deus dava a água doce, queriam pão, Deus mandava pão, queriam carne, Deus mandava carne, queriam outras coisas, esse é o povo ingrato, por causa da murmuração. Mas aí está a armadilha da murmuração, pois como todo pecado, ela traz sua consequência.
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4º Caso:

"E aconteceu que, queixou-se o povo falando o que era mal aos ouvidos do SENHOR; e ouvindo o SENHOR a sua ira se acendeu; e o fogo do SENHOR ardeu entre eles e consumiu os que estavam na última parte do arraial.
Então o povo clamou a Moisés, e Moisés orou ao Senhor, e o fogo se apagou." (Números 11.1-2)

Deus foi misericordioso por demais, mas há um limite para tanta ingratidão, pois murmuração e ingratidão andas juntas, mas tudo tem um limite, mas na hora em que a ira de Deus se acendeu sobre o povo, rapidamente se lembraram de Moisés como um profeta, homem de Deus, e não como um garoto de recados, ou como um garçom. Vê se não é a mesma coisa que acontece na igreja, enquanto tudo vai bem, o pastor é apenas um figurante, que muitas vezes nem é notado, ninguém o convida para celebrar as vitórias, mas quando tudo vai mal, as pessoas correm e procuram o pastor pedindo orações, pedindo para que ele interceda a Deus por elas. Mas a consequência mais terrível da murmuração está registrada em Deuteronômio.
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Conclusão: A Sentença dos murmuradores

"Ouvindo, pois, o Senhor a voz das vossas palavras, indignou-se, e jurou, dizendo:
Nenhum dos homens desta maligna geração verá esta boa terra que jurei dar a vossos pais.
Salvo Calebe, filho de Jefoné; ele a verá, e a terra que pisou darei a ele e a seus filhos; porquanto perseverou em seguir ao Senhor.
Também o Senhor se indignou contra mim por causa de vós, dizendo: Também tu lá não entrarás.
Josué, filho de Num, que está diante de ti, ele ali entrará; fortalece-o, porque ele a fará herdar a Israel.
E vossos meninos, de quem dissestes: Por presa serão; e vossos filhos, que hoje não conhecem nem o bem nem o mal, eles ali entrarão, e a eles a darei, e eles a possuirão.
Porém vós virai-vos, e parti para o deserto, pelo caminho do Mar Vermelho."

Devemos ter um cuidado muito grande com nossas palavras. A consequência mais terrível da murmuração é que ela nos faz perder o que Deus havia preparado para nós. Deus quer te dar a vitória, ele preparou a vitória para você, e ela está lá, no final da sua jornada, te esperando, ele nunca a retirou de lá, só depende de você agora tomar a decisão de ir em direção a ela. Mas quando você murmura ao invés da andar para frente anda para trás, e fica nessa situação, dando um passo para frente em direção a vitória, mas anda dez para trás em direção a derrota. Lembra-se de quando o povo disse que para eles era melhor estar no Egito, do que morrer no deserto? Pois Deus ouviu. E a sentença para estes era voltar pelo mesmo caminho que vieram. Pois eles não vieram pelo Mar Vermelho? Pois Deus lhes disse, voltem por onde vieram, como quem diz: "Vocês não gostam tanto de lá, então podem voltar, pois minha bençãos vocês não irão provar!" Forte isso não é? Então não seja um murmurador!

(Pr. Julio Cezar da Silva Cindra) 
  

A oração na Bíblia - Parte 2

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Dando continuidade ao Estudo que iniciamos sobre a Oração na Bíblia, apresento hoje a todo a segunda e última parte deste estudo. Lembrando sempre que é impossível falarmos tudo sobre esse assunto tão vasto, mas me esforço a falar o essencial e o mais importante para assunto tão crucial na vida cristã: A ORAÇÃO!
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Em Lucas 11.4 alguém certa vez procurou a Jesus e perguntou: Senhor, como devo orar? A resposta de Jesus é a famosa oração do Pai Nosso, que não é uma fórmula a ser usada como repetição, mas sim, um modelo para ensinar os cristãos a essência da oração.

2 - Recomendações de Cristo a respeito da Oração
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"E, quando orares, não sejas como os hipócritas; pois se comprazem em orar em pé nas sinagogas, e às esquinas das ruas, para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão.
Mas tu, quando orares, entra no teu aposento e, fechando a tua porta, ora a teu Pai que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará publicamente.
E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios, que pensam que por muito falarem serão ouvidos.
Não vos assemelheis, pois, a eles; porque vosso Pai sabe o que vos é necessário, antes de vós lho pedirdes." (Mateus 6.5-8)
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A oração não é algo formal, para atrair a atenção dos homens, como faziam os fariseus, e por isso foram condenados (v.5). Eles estavam acostumados a orar formalmente 18 vezes ao dia, segundo as leis herdadas dos antepassados, e observavam com rigor pontual os horários destinados à oração, onde quer que estivessem. Por isso, com frequência eram obrigados a orar em público, e os judeus, admirados, sempre os surpreendiam em sua prática nas esquinas das ruas. A oração passou a ter, então, caráter de mero ritualismo, sem consistência espiritual, onde o que contava era a exterioridade sofisticada de palavras vazias para receber o louvor humano.
A oração também não é como a reza, uma repetição interminável de enunciados que não traduzem os sentimentos do coração (v.7). Este era o costume dos gentios, adeptos das religiões politeístas, que horas a fio repetiam mecanicamente as mesmas palavras diante de seus deuses, o que mereceu a veemente reprovação do Senhor Jesus, pois o mesmo estava ocorrendo com os praticantes da religião judaica.

A oração do Pai Nosso ensina os ponto principais da oração de um cristão:
  • Reconhecimento da soberania divina (Pai nosso, que estás nos céus,);
  • Reconhecimento da santidade divina (Santificado seja o teu nome;);
  • Reconhecimento da vinda do reino no presente e sua implantação no futuro (venha o teu reino;);
  • Submissão sincera à vontade de divina (faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu;)
  • Reconhecimento que Deus supre as nossas necessidades pessoais (o pão nosso de cada dia dá-nos hoje;);
  • Disposição de perdoar para receber perdão (e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores;);
  • Proteção contra a tentação e as ações malignas (e não nos deixes cair em tentação; mas livra-nos do mal);
  • Desprendimento para adorar a Deus em sua glória (pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre. Amém!).
Conclusão: Ainda há muita coisa pra se ver sobre a oração, mas ficaremos por aqui. Sabendo que a oração deve fazer parte da nossa vida diária.

(Pr. Julio Cezar da Silva Cindra)

A oração na Bíblia - Parte 1

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A primeira pergunta que podemos fazer aos falarmos sobre oração, é: O que a Bíblia diz sobre oração? E fica no ar algumas questões sobre oração, como: Por que orar? Qual a importância da oração na vida de um crente? Como orar? Existe uma fórmula para a oração? Não conseguiremos estudar tudo sobre a oração, mas vamos ver alguns pontos do que a Bíblia fala sobre a oração.
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1 - Dúvidas sobre a oração: 
  • Quantas vezes devo orar? (Daniel 6.10; Efésios 6.18)
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"Daniel, pois, quando soube que o edito estava assinado, entrou em sua casa (ora havia no seu quarto janelas abertas do lado de Jerusalém), e três vezes no dia se punha de joelhos, e orava, e dava graças diante do seu Deus, como também antes costumava fazer." (Daniel 6.10)
"Orando em todo o tempo com toda a oração e súplica no Espírito, e vigiando nisto com toda a perseverança e súplica por todos os santos." (Efésios 6.18)

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Creio que essa é uma das dúvidas mais frequentes sobre a oração. Quantas vezes devemos orar? Olhando o caso descrito no livro de Daniel podemos ver claramente uma inclinação voltada para o ritual da oração. Perceba as características: 1 - Horário estabelecido para se fazer a oração (3 vezes ao dia); 2 - Postura estabelecida para se fazer a oração (de joelhos); 3 - Forma estabelecida para se orar (virado para Jerusalém). O método judaico de oração muito se assemelha ao tipo de oração que vemos no meio muçulmano, onde eles tem hora marcada para orar, as quantidades de vezes por dia, tem que ser de joelhos prostrando o rosto em terra e virado para Meca. Mas não creio que seja isto que caracteriza a quantidade de vezes que se deve orar, mesmo sabendo que alguns cristãos pensam assim e estipulam as vezes que orarão por dia. Mas o livro de Efésios traz uma outra recomendação sobre a quantidade de oração: Em todo o tempo, ou seja, a oração deve ser algo constante em nossas vidas, nunca haverá um limite para alguém dizer: "chega já orei demais", pois nunca será demais. 
  • O porque orar no monte? (Lucas 6.12; Mateus 8.18-20)
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"E aconteceu que naqueles dias subiu ao monte a orar, e passou a noite em oração a Deus." (Lucas 6.12)
"E Jesus, vendo em torno de si uma grande multidão, ordenou que passassem para o outro lado;
E, aproximando-se dele um escriba, disse-lhe: Mestre, onde quer que fores, eu te seguirei.
E disse Jesus: As raposas têm covis, e as aves do céu têm ninhos, mas o Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça." (Mateus 8.18-20)
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Sei que este é um ponto polêmico, e que muitos lerão as palavras a seguir apreensivos para ver o que estará escrito. Apenas para deixar claro, não estou dizendo que não se deve orar no monte, porque se não estaria contradizendo a própria Bíblia, pois Moisés o fazia, e o próprio Cristo o fazia, então quem sou eu para dizer que não se deve fazer. O objetivo deste tópico é apenas para esclarecer o porque, qual a finalidade de subir um monte para orar. Vamos então desmistificar algumas coisas aqui. Existem alguns exageros sobre a oração no monte que leva esta oração a um patamar totalmente místico e sai do propósito de uma busca para a razão também, pois somos um ser que se relaciona com os outros seres não apenas com o Espírito, mas com a razão. Infelizmente, alguns não conseguem entender isso, pois quando se manisfestam espiritualmente é algo lindo, fantástico, maravilhoso, todos ficam admirados, quanta espiritualidade flui daquela pessoa, mas quando abrem a boca para falar racionalmente, melhor seria se tivessem ficado calados. 
Primeira coisa: Orar no monte é errado? Não! Não é errado orar independente do lugar, Jesus orou num monte, Daniel numa cova de leões, Jonas no ventre de um peixe, ou seja, você pode orar em qualquer lugar, num hospital, num avião, num presídio, num banheiro, na rua, num monte, em qualquer lugar.  
Segunda coisa: Não é o lugar que faz da oração melhor ou pior, mas sim o estado do coração. Jesus afirma isso quando diz a mulher samaritana que Deus procura pessoas que o adorem não apenas em Jerusalém, nem em Samaria, mas em Espírito e em Verdade, e no Salmo 51, Davi afirma que o segredo para ser bem sucedido na oração não é o lugar, mas sim um coração quebrantado. Ou seja, você pode estar num lugar especial, mas se o seu coração não estiver ligado em Deus de nada adianta o lugar se você estiver vazio. 
Terceira coisa: Porque Jesus orava no monte? Vamos entender que no modelo de oração que Jesus ensinou, em Mateus 6.6, Ele diz para a pessoa entrar em seu quarto e fechar a porta. Mas em Mateus 8 entendemos o porque Jesus mesmo não o fazia como ele ensinou, pois Ele não tinha nenhum quarto onde pudesse entrar e fechar a porta, por isso se retirava ao lugar mais tranquilo e isolado para orar em paz.
Quarta coisa: Porque orar no monte? A verdadeira explicação de o porque orar no monte não é porque o monte é especial, confere graça, faz alguma coisa especial, mas sim porque é um lugar isolado, onde você não se liga em barulhos de cidade, onde você está num lugar elevado e te dá a sensação de estar mais perto do céu e do trono de Deus. Onde seu espírito e sua mente podem juntos se concentrar em Deus sem serem atrapalhados por influencias externas e terrenas que possam dar "linha cruzada" na sua comunicação com Deus. 
Ou seja não há nada de exagerado nisso, é uma experiencia mística sim, mas também muito racional.
  • Qual o objetivo da oração? (Salmo 32.3)  
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"Quando eu guardei silêncio, envelheceram os meus ossos pelo meu bramido em todo o dia." (Salmos 32.3)
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O objetivo da oração é levar o homem a ter um relacionamento com Deus, oração é o termômetro do cristão, se você não consegue orar é sinal que sua vida com Deus está precisando ser revisada. É o que expressa este salmo, onde o Salmista expressa a angústia que o consumia enquanto não confessava os seus pecados. Essa é uma das características do pecado levar o homem a perder o seu relacionamento com Deus, e isso logo se reflete na oração. 
  • Existe uma fórmula pronta para orar? (Salmo 51.17)

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"Os sacrifícios para Deus são o Espírito quebrantado; a um coração quebrantado e contrito não desprezarás, ó Deus." (Salmo 51.17)
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Certamente você pode estar se perguntando porque eu não inclui aqui a Oração do Pai Nosso. Já irei falar sobre ela. Mas, respondendo a pergunta do tópico: Não, não existe uma fórmula pronta para orar, o que existe é um exemplo, um manual ensinando como orar, pois o objetivo de Jesus ao ensinar a oração do Pai nosso não era que todos a repetissem pela eternidade, mas que se baseassem nela para fazerem suas próprias orações. Inclusive, neste mesmo texto de Mateus 6, Jesus repreende severamente as repetições sem sentido. Ou seja, o padrão é o que está no Salmo 51. Quer aprender a chamar a atenção de Deus? Tenha um coração quebrantado perante Ele.   
Na segunda parte deste Estudo falaremos exclusivamente sobre a Oração do Pai Nosso. E espero que tenha ajudado, e abençoado os queridos irmãos. Em breve teremos mais novidades. 

(Pr. Julio Cezar da Silva Cindra)

Mães Intercessoras - Pr. Hernandes Dias Lopes

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Continuando a aumentar os livros indicados pelo blog, trago hoje para as famílias um livro abençoador. Apesar do tema do livro ser direcionado para as Mães, o assunto abordado pelo livro pode e deve muito bem ser aplicado também aos pais, homens. Pela editora HAGNOS: Mães Intercessoras, conquistando o coração dos filhos através da oração.
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Resumo: Mães Intercessoras, vem despertar as mães para se levantarem como reparadoras de brechas, como intercessoras de uma geração que carece desesperadamente da graça de Deus. Através da intercessão, a igreja será despertada e revestida de poder, o fogo do Espírito cairá e o mundo será impactado como foi no Pentecostes. Ao ler este livro, você se sentirá encorajada e desafiada a viver uma vida plena de oração na presença do Senhor.
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Sinopse: O livro destaca a importância da mulher que exerce um ministério constante de intercessão. Traz mensagens simples e exemplos da história recente sobre a intervenção de Deus em vidas e situações que encorajam às mães a orar com dedicação por seus filhos, maridos e igrejas
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Quem escreveu?


Hernandes Dias Lopes, casado com Udemilta Pimentel Lopes, pai de Thiago e Mariana. Bacharel em teologia pelo Seminário Presbiteriano do Sul, Campinas, SP e Doutor em Ministério pelo Reformed Theological Seminary de Jackson, Mississipi, Estados Unidos. Pastor da Primeira Igreja Presbiteriana de Vitória, Espírito Santo, desde 1985. Conferencista e escritor, com mais de 100 livros publicados.

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Ficha Técnica:

Título: Mães Intercessoras
Subtítulo: Conquistando o coração dos filhos através da oração
Autor: Hernandes Dias Lopes
Editora: Hagnos - distribuído pelo selo editorial VOXLITTERIS
Categoria: Oração - Intercessão - Vida Cristã
Edição: 2003
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Minha opinião: Fiquei maravilhado com o livro. As histórias abordadas pelo autor e até mesmo pela pessoa que fez o prefácio são inspiradoras e chamam a atenção da importância de uma vida de piedade e oração, não algo farisaico, mas sim como modelo de ensino como Provérbios 22.6, e também da importância de pais lutarem para protegerem os filhos das garras do diabo, mas também pelejarem por resgatarem aqueles que já estão nas garras do cruel inimigo. Afinal famílias fortes geram igrejas fortes, e sociedades fortes e saudáveis. Um livro de fácil compreensão, e indicado para todos os pais e mães que são os grandes responsáveis nesta árdua e honrosa tarefa de criar, cuidar e ensinar a criança no caminho em que deve andar.
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Já está no blog o devocional desta semana!

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